quarta-feira, 14 de maio de 2008


Tem certa hora que a espera é aflita, que a atração é de espirito corpo e alma. Mesmo a indecisão involuntaria de nos mesmos sem saber se estamos felizes ou ficaremos emburrados, mas compartilhando os mesmos.
E em certa hora começamos a sonhar de um jeito que se dermos as mãos e abrirmos os braços podemos voar, e voar para tão longe que nos perderemos em pousar, mas lá está o tal lugar onde tudo pode e nada se deve com uma fragrancia de amor no ar que nos faz paralizar, só podemos nos mexer para nos amar.
E é um sonho tão lindo que não queremos acordar, mas de repente vem aquele estalo. Uma sinueta amarga e fria que nos faz lembrar de tudo que é real e sujo, opaco, sem cor e sem tom, então eu viro pro lado e me deparo com aqueles mundos castanhos e avermelhados e um sorriso maroto percebendo que o infinito tem fim e brotando do fundo, uma voz dizendo eu te amo. Percebi que não só sonhei mas como vivo um grande amor de medo e de certezas de atos seguros. Mas sempre tendo certeza que com nem um outro alguém me sentirei amado assim.

Um comentário:

Dunia el Hayed disse...

Amor, escrever é tão fútil quando posso sentir seu cheiro.